Como não amar San Francisco? Parte II

A exuberância da arquitetura vitoriana

 

San Francisco
Não me canso de olhar…

Que San Francisco é uma cidade deslumbrante, acho que não deixei dúvidas no meu post “Como não amar San Francisco? Parte I”, certo? 😀

Não leu ainda? Corre lá pra ler! (link aqui)

Nesse segundo post, separei 5 lugares que também valem muito a pena conhecer na cidade. São esses aqui do mapa:

Mas antes de começar nossa “viagem”, deixa eu te contar uma coisa…

Minha intenção aqui, tanto neste post, quanto no blog mesmo, nunca será elaborar um roteiro pronto a ser seguido.

Pensa comigo: Como pessoas tão diferentes, com gostos e olhares tão individuais, com seus desejos e expectativas únicos, podem querer fazer a mesma viagem? A graça está justamente no fato de que a sua experiência nunca será igual a de outra pessoa!

Em 2009, quando comecei a viajar sozinha (sem meus pais), ainda era muito “crua” nesse universo. Não sabia nem por onde começar a montar minha própria viagem, então fui a uma agência com o Felipe (♥) e escolhemos um roteiro: Londres – Paris em 8 dias.

Fizemos a travessia da Inglaterra para a França dentro de um ferryboat, e ao final dela você tinha que descer para entrar no ônibus da excursão (os ônibus iam dentro desse ferryboat). Nunca vou me esquecer que nessa viagem fomos largados na fronteira, sem falar uma palavra de francês (se eu soubesse chorar em francês, juro que chorava).

A excursão nos deixou e seguiu para a Bélgica (com as malas no ônibus e meu remédio de asma dentro!) e não sabíamos como chegar ao hotel em Paris (o ônibus seguiria para lá depois), e ainda ficamos sem conhecer Bruges! (Ainda, claro rs.)

San Francisco
Não é Bruges, mas é San Francisco! 😀

Estávamos a 2 horas de Paris e só tinha um orelhão (!) para ligar para o Brasil e falar com a agência, e devido ao fuso ela ainda não estava aberta. Tive que trocar notas de euro por moedas num guichê para usar o orelhão (em 2009 não existia WhatsApp e eu havia perdido o cartão para fazer ligações pelo celular).

Eu estava tão desesperada que lembro que liguei para o meu pai e assim que ouvi seu “alô” desabei no choro (e o Felipe pegou o telefone da minha mão porque a cada 10 segundos o orelhão “comia” uma moeda!).

Lembro que cheguei para uma atendente do guichê da fronteira e falei: “Você fala inglês?” e a resposta foi: “Às vezes.” (…) Sério, hoje eu rio disso tudo, mas na hora eu só queria chorar abraçada numa panela de brigadeiro!

Óbvio que depois de uma longa odisseia chegamos ao hotel em Paris, após um táxi, trem e metrô (e confesso que nunca vou esquecer do momento que eu saí do metrô e me deparei com Paris – segundos de silêncio – pois a cidade é de perder o fôlego), só que as nossas malas NÃO estavam lá, porque desgraça pouca é bobagem, né haha…

E por que eu estou contando tudo isso?

Para dizer que esse dia foi um divisor de águas para mim, pois descobri que a gente pode fazer melhor do nosso jeito. E assim que comecei a mergulhar nesse universo de viagens, descobri que o mais legal em blogs sobre o assunto não eram os roteiros em si, mas o que só alguns conseguiam me trazer: Inspiração.

Voltando a San Francisco… 
Painted Ladies
Quebrando a seriedade do momento. ;P

Píer 39

O Píer 39 é um lugar bem típico californiano. Ele fica na região de Fisherman´s Warf e reúne vários restaurantes e lojinhas (foi numa delas que eu comprei meu cable car em miniatura e descobri no Brasil que também era caixinha de música – sim, foi lindo haha).

Píer 39

Píer 39

Próximo ao Píer 39, mais precisamente no Píer 33, é onde fica o ponto de partida para o passeio à Alcatraz, uma ilha que foi utilizada como base militar e posteriormente convertida em prisão de segurança máxima.

Eu não quis fazer esse passeio porque, sinceramente, só de olhar as fotos do presídio já me causou mal estar… Lá ficaram presos os maiores criminosos norte-americanos e houve várias tentativas de fuga, porém nenhuma delas bem sucedida. Fiquei satisfeita em apenas saber da história hehe.

Píer 39
Ilha de Alcatraz ao fundo.

Duas opções de restaurante do Píer 39 são o Bubba Gump (para fãs de camarão) e o Hard Rock Cafe. Eu não preciso dizer qual foi a minha opção, né:

hard rock cafe sf
Degustação de cervejas no Hard Rock Cafe.

Falando sério agora, o Bubba Gump tem uma vista bem bacana da Baía, e de quebra os fãs das “baratinhas do mar” podem se esbaldar de comê-las 😛 ! Eu sou mais chegada num sanduba com batatas do Hard Rock mentira fui pela cerveja.

O Píer 39 foi um dos locais que eu mais curti em San Francisco. Não fosse pelo vento teria sido ainda mais legal. Para ser bem sincera, isso atrapalhou um pouco, e tive que entrar numa lojinha próxima (no caminho entre o Píer 39 e o Píer 41 – que também recomendo) para comprar algo que esquentasse a cabeça.

Depois de ficar o maior tempão tentando achar algo legal, escolhi um “gorro” que haviam esquecido na loja! Haha… Era de algum cliente… Acabei pegando um outro qualquer e fiquei meio chateada de pagar 25 dólares em algo que não gostei (e ainda perdi depois). Portanto, não esqueça de levar o seu gorro, chapéu, boina, o que for, se não quiser gastar dinheiro à toa, ok? 😉

Píer 39Para os adeptos de uma alimentação mais saudável, as frutas dispostas nas barracas do Píer 39 são tentadoras. É só fingir que nem viu o potinho de chocolate para comer a fruta que nem fondue! 😛

Píer 39 San Francisco
Eu não consigo abstrair o potinho…

No píer também é possível presenciar essas fofuras numa vida árdua…

Píer 39
Só o cheiro não é tão fofo hehe. Foto: Renata Mesquita.
Como chegar ao Píer 39?

É muito fácil, mas claro que vai depender do local onde você esteja. Eu me hospedei na região da Union Square (o melhor local para se hospedar em San Francisco a meu ver), e foi só pegar a linha F – ela segue pela Embarcadero que é a rua do Píer e te deixa bem em frente.

  • Caso esteja ventando muito no dia, prefira outro local do seu roteiro. Mas se não tiver como, vai com vento mesmo. Só não deixe de ir!! 😀

Lombard Street 

A Lombard Street é uma das ruas mais famosas de San Francisco. Do alto dela, você pode contemplar uma bonita vista da cidade. As suas curvas sinuosas fazem um desenho interessante – melhor visto da parte de baixo da rua.

Lombard Street
A famosa Lombard vista de baixo.

Um dos trajetos do bondinho histórico – o Cable Car – te deixa no ponto mais alto da Lombard, caso você não queira subir todas as escadas para apreciá-la de cima.

cable car
Bondinho charmoso.

Também dá para chegar até ela de ônibus, carro ou a pé. De carro, dizem que o legal é descer a rua fazendo as curvas.

Nós decidimos ir a pé do Píer 39 até lá. Foi uma caminhada não muito fácil, porque embora o mapa mostre que são poucos minutos de distância, é muita ladeira até chegar no alto da Lombard, e o vento congelante de tico e teco dificultou ainda mais.

San Francisco
Muita ladeira no trajeto a pé, mas vale pela vista – Alcatraz ao fundo.

Eu fico imaginando como deve ser morar numa rua onde passam sei lá quantos turistas por dia fotografando a sua janela. Não deve ser lá muito confortável, né? 😛

lombard street 2

Lombard Street
Lombard Street.
Mas se você não puder ir até a Lombard…

Vou te dar uma dica que acho interessante para poder curtir as famosas ruas íngremes da cidade. O bairro de Nob Hill é lindo e possui várias dessas ruas, porém, as curvas da Lombard são únicas, ok? 

Nob Hill é também o bairro mais nobre da cidade e onde costumam morar as famílias mais abastadas, por isso alguns moradores o chamam de “Snob Hill” hehe.

O bairro foi totalmente destruído no terremoto e incêndio de 1906, e muitos hotéis luxuosos foram construídos sobre as ruínas das antigas mansões. Passeamos pelo bairro dentro de um táxi a caminho para um restaurante, e o motorista foi nos contando toda sua história.

Pesquisando os hotéis, dois deles ficam bem próximos da Mason St com a California St, o Mark Hopkins Intercontinental Hotel que é extremamente luxuoso, e o Fairmont San Francisco. Sugiro um passeio por lá, é um ponto muito bonito da cidade. 😉

Nob Hill faz divisa com a Union Square, que é uma área perfeita para compras. Marquei o bairro no mapa:

Twin Peaks

Aproveitando um dia sem fog, resolvemos visitar o Twin Peaks. Eu estava meio em dúvida sobre ir ou não, até porque era o único lugar de San Francisco que as pessoas diziam ser mais fácil o acesso de carro.

Para ir até lá, pegamos um ônibus no bairro Castro e paramos no último ponto, já bem próximo à subida do pico. Ficamos meio receosos com a subida, mas a vontade de olhar a vista 360 graus de San Francisco foi maior. 😀

Twin Peacks
Dá pra ver as pessoas lá no alto do pico?

Depois do baque inicial, lá fomos nós pelas escadinhas, sem olhar muito para baixo hehe. Achei a subida bem tranquila, apenas tive que tomar maior cuidado em alguns pontos específicos.

Twin Peacks

Já no meio da subida a vista é bem interessante, mas nós queríamos ver a cidade do ponto mais alto! Então, continuamos…

Twin Peacks

Twin Peacks

E tcharannn!!!! Felizes com o vistão de 360 graus dessa cidade linda!!

Dizem que para descer “todo Santo ajuda”, mas acredite… No caso do Twin Peaks, subir é muito mais fácil!! hehehe

Para voltar pegamos o mesmo ônibus no sentido contrário até o bairro Castro, e depois nos rendemos de frio e cansaço e fomos de táxi até o nosso hotel, o Handlery Union Square. O hotel tem uma ótima localização e a ala nova é muito boa, ficamos bem satisfeitos com a escolha (não sei se a recepcionista também ficou com as nossas quase 20 encomendas hehe).

Bairro Castro
Bairro Castro – que amor. 🙂

Depois de um merecido descanso no hotel para aquecer as orelhinhas congeladas, saímos para conhecer o restaurante que foi indicação do meu tio, o The Stinkin Rose, um restaurante super original que tem o alho como ingrediente principal de quase todos os pratos!! ☺

Stinkin Rose

É claro que as baratinhas do mar não foram minha escolha. Noite deliciosa de muito vinho, pizza e… alho!! 😀

Na volta, cheguei a pensar num táxi… Mas é aquilo, San Francisco conta com um sitema de transporte público incrível. Era meia noite e pensamos “Why not?” e fomos para o ponto de ônibus mesmo.

Aí você pensa: “Coisa de turista que não sabe o perigo que corre.” Que nada… Além do ponto estar cheio, ainda havia uma mulher sacando dinheiro de um caixa eletrônico sem vidro ao lado do ponto! Senta e chora… É demais para mim. Depois que você se depara com essa segurança, fica difícil sair da matrix e voltar para nossa realidade, viu…

San Francisco
Ainda mais quando a cidade é linda desse jeito…

Palace of Fine Arts

Palace of Fine Arts

O Palácio das Finas Artes tem uma construção belíssima que merece ser apreciada. Eu resolvi visitá-lo na volta do meu passeio a Sausalito.

Já leu meu post de Sausalito? Um dos lugares mais incríveis que eu já visitei! (link aqui)

Uma boa dica é visitar o Palácio conjugando com uma ida à Golden Gate, pois ficam extremamente próximos um do outro. Você não precisa levar muito tempo para conhecê-lo, a não ser que queira descansar num dos seus belos gramados e curtir um momento relax (o que não é uma má ideia, não é mesmo?). 🙂

Palace of Fine Arts San Francisco
A visita ao Palácio é gratuita.

Palacio das Finas Artes

Engraçado que o que mais me marcou nessa visita não foi somente o Palácio em si, mas as ruas tão bem cuidadas que o contornam. Ficamos por ali um tempinho passeando e admirando a beleza e limpeza das ruas.

Delícia que deve ser morar por ali…

Palacio das Finas Artes
Arbustos minuciosamente aparados.
Palace of Fine Arts entorno
O prédio marrom me lembrou Amsterdam. 🙂

Golden Gate

A Golden Gate é um dos principais cartões postais da cidade de San Francisco. Ela é uma ponte suspensa por duas torres com mais ou menos 230 metros de altura. Achei essa info e outras interessantes nesse site aqui, inclusive coisas curiosas como o fato de três bebês já terem nascido nela! 🙂

Passei pela Golden Gate no dia do meu passeio a Sausalito, e até já fiz alguns comentários sobre a ponte no meu outro post. Um amigo me pediu uma foto por dentro dela, e como promessa é dívida:

Golden Gate
Acesso a bicletas, pedestres, inclusive cadeirantes. 🙂

Se eu tivesse que resumir a Golden Gate, diria que ela é o caminho para o paraíso rsrs… Porque ela liga San Francisco a Sausalito – lugar que roubou meu coração.

GoldenGate
Mais um pouquinho da Golden Gate para você.
E qual a melhor forma de se locomover em San Francisco?

O transporte público funciona maravilhosamente bem na cidade. Andar de carro não é recomendável porque é difícil conseguir estacionar nas ruas.

  • Eu comprei um cartão Muni (o nome faz referência à companhia de transporte) no Walgreens da Union Square, e te aconselho a usar esse cartão também. Existem outros locais de venda do cartão, mas esse era próximo ao meu hotel.

Funcionava como? Parecia uma raspadinha. Eu raspava o mês – no caso maio – e os dias conforme ia utilizando. O meu cartão me dava direito a 7 dias consecutivos, então eu fui raspando desde o primeiro dia utilizado até o último. Ao entrar no ônibus, era só mostrar o cartão. Simples, não?

Não vou me alongar muito nas informações técnicas sobre transporte, porque na internet tem a informação bem mastigada já (veja este link aqui).

  • Minha dica é ter sempre o gps do celular funcionando. Compre um chip com acesso à internet porque facilita muito, inclusive na hora de saltar nos pontos corretos.

E infelizmente eu preciso terminar esse post, porque se me deixar eu fico escrevendo aqui durante horas… Cidade linda que deixou saudades… E lembranças inesquecíveis. 🙂

San Francisco 8

San Francisco

Agora você me diz…

Como não amar San Francisco?


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