Salinas do Maragogi

♥ GUEST POST ♥

Hoje tem guest post mais do que especial sobre este local fantástico que é Salinas do Maragogi! Quem escreveu foi Carlos Frederico March, mais uma vez arrasando no post, e não vou nem comentar das fotos…

Sabe quando você precisa de um lugar como esse? Não? Só ler o post que você vai me entender!

😉 ♥


Salinas do Maragogi

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Normalmente gosto de frio e de serra, mas de vez em quando me dá saudade do mar. Ouvir as ondas à noite, no quarto, é relaxante. Sentar na orla e observá-las preguiçosas, quando a maré está baixando, ou animadas e sequenciais, quando ela está subindo, faz-me um bem danado.

Ressalto que eu não sou adepto de esportes náuticos nem gosto de ficar tomando banho de mar, nem mesmo sentado ao sol tomando cerveja ou caipivodka ou whisky, comendo petiscos. Eu gosto é de VER o mar. Nem preciso estar na areia da praia, pode ser numa varanda ou sacada. Basta que ele esteja ali, à minha frente.

Vista diurna do apartamento


Corria o ano de 2014 e decidimos sanar essa necessidade periódica indo mais uma vez ao nordeste. Dentre as diversas opções de resort de excelente reputação, escolhemos o resort “all inclusive” Salinas do Maragogi, em Alagoas. Para chegar nele, há necessidade de voar até Recife-PE ou Maceió-AL e fazer um traslado de cerca de 120km, seja por carro alugado ou por receptivo local.

Considerando que a atual malha aérea privilegia voos para Recife e a estrada é melhor, apesar da capital pernambucana ser um pouco mais longe de Maragogi do que Maceió, foi o trajeto recomendado pela Tropicana Turismo (agência associada ao hotel). Nossa opção então foi uso de milhas Smiles entre Rio e Recife e traslado de carro pela Tropicana.

Maragogi é, como dissemos acima, longe dos grande centros. Tem muitas pousadas e hotéis, desde simples até bem caros, e alguns condomínios fechados desfrutando de um litoral realmente premiado. Fora isso a localidade é bem primitiva.

Contudo nosso objetivo não era passear em Maragogi e sim ficar internado num dos mais elogiados resorts “all inclusive” do país e poder curtir o mar, não é?

Maré enchente 1

O resort é cortado pelo rio Maragogi e tem blocos de apartamentos dos dois lados. Do lado que podemos chamar “da estrada” fica a recepção e a maior parte dos blocos, bem como restaurante principal e diversas amenidades, incluindo o Centro Cultural (salão de eventos) e uma piscina com bar associado. Do “lado da praia” ficam mais 2 blocos de apartamentos, restaurantes, bar, quadras de esportes, além de outra piscina, bem mais ampla e confortável.

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Dada minha necessidade declarada de estar junto ao mar, ouvindo as ondas à noite, a escolha óbvia foi ficar num dos blocos da praia, no andar de cima para ter uma visão melhor. Os apartamentos são honestos, nada de luxo mas interessantes. E que varanda! Sem rede, para minha surpresa… Wi-fi grátis, às vezes um pouco lento.

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O que dizer do cotidiano num resort com refeições, lanches e bebidas incluídas? Antecipo concordando com todas as avaliações que o fizeram destaque no Trip Advisor e similares. É uma verdadeira orgia alimentar!

O café da manhã é servido de 7 às 10 no restaurante Galés, que fica junto à portaria principal. Devidamente “forrados”, vamos para a piscina. No Coral Bar, o mais concorrido dos bares do resort pois fica na beira da praia, os “trabalhos” começam às 9 com bebidas e os petiscos às 11. Estes variam conforme o dia, mas em geral são camarões grelhados, iscas de peixe à dorê e salgadinhos empanados.

Coral Bar

Provavelmente sem fome, chega a hora do almoço… O restaurante Galés reabre de 12 às 15, mas às 16 o rodízio de pizzas (ótimas) e tapiocas (melhores ainda) do Coral Bar não o deixam descansar até às 19, quando reabre o restaurante Galés para o jantar, até as 22.

Cansou? Se for daqueles que madrugam, o restaurante Galés reabre às 23 e vira a noite com lanches até a hora do café, às 7 do dia seguinte. Não falei do lanchinho da tarde junto ao parque infantil, no Canoas Bar, muito concorrido desde as 16 horas. Fica junto à piscina de cima, do ‘lado estrada” do resort, ideal para quem não tem mais paciência de se sujar na areia ou está hospedado nos apartamentos próximos.

Piscina de cima

Talvez alguém pensasse que com tanta comida, ela deveria ser no estilo “carregação”. Nada disso. No Coral Bar, os camarões grelhados são de tamanho médio e já sem cabeça e pernas, só o rabinho pra você ter algum trabalho. Salgadinhos, em geral no formato “coxinha”, são sequinhos e bem recheados – camarão, carne de sol, queijo e frango. Tapioca tem salgada e doce, com recheios diversos (minha preferida foi de queijo coalho com goiabada em pasta). O peixe dorê é sarado, apesar de ser em iscas. Merece até faca e garfo, acredite.

O cardápio do Canoas Bar, aquele do outro lado do rio, variou conforme a tarde: num dia teve pastéis, noutro dia teve crepes, noutro foram sanduíches, e mais tapiocas, nem dá pra descrever tudo. Numa tarde serviram mini churros recheados de doce de leite – e eu só comi 2 (sniff…).

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A qualidade do self service no restaurante Galés é primorosa. Salmão ao molho de ervas, moquecas de peixe, de bacalhau e de siri se alternavam, mais carnes, pratos típicos e também o trivial variado… Não provei de tudo, mas confesso que foi um dos melhores salmões que eu já comi, acompanhado de batatas sauté! E a moqueca de bacalhau, daquele mais branquinho e tenro, divina! Das sobremesas não vou falar para não babar no teclado… Cocada de forno, meu Deus!

O Salinas do Maragogi tem, junto à praia, mais 2 restaurantes com serviço à la carte, não fazendo parte do sistema “all inclusive”: o Rio Mare e o Tempero do Mediterrâneo. Suas refeições são consideradas extras, pagas à parte. Pois vejam… A comida no cotidiano estava tão boa que relevamos o presente recebido no check-in: um jantar à la carte, com garçom de gravata e tudo, num desses 2 restaurantes do complexo, à nossa escolha. Preferimos continuar nos self-service!

Ah, sim, em frente ao Rio Mare tem outro setor de petiscos, mais regionalizados. Ali comi casquinha de siri (só o recheio, em grandes colheradas) e andei vendo nuns dias uma baiana fazendo acarajés, mas nem tive apetite para degustá-los. Não havia como…

Pra dizer a verdade, a gente só sente fome ao chegar, ao término do longo percurso aéreo-terrestre. Depois do primeiro almoço já no resort, só conseguimos ter fome de novo dentro do avião de retorno! Dentro do Salinas não há momento algum em que não se esteja perto de algo de comer e beber!

Se você quiser viver um momento intimista, com serviço personalizado e mais privacidade, há alguns pequenos quiosques junto à praia que podem ser alugados para esses eventos. De repente um café da manhã especial, ou um jantar a dois…

Quiosque íntimo

Falei das bebidas? O hotel oferece em seus bares uma variada carta de drinks, whiskies até 8 anos, assim como alguns vinhos da região de Petrolina-PE, vodka, pinga e outras mais. Whiskies 12 anos, além de vinhos e espumantes da adega, eram pagos à parte, pra quem quisesse esnobar tudo o que era servido já incluído.

Oh, não posso esquecer a carrocinha de chopp que ficava logo ao lado da barraca que escolhemos para base na piscina de baixo, junto à praia. Ficava 24 horas disponível, bem como outras máquinas de refrigerante, água de coco e água mineral aqui e ali, todas self-service e mantidas geladinhas.

Chopeira self-service

Nem só de comida e bebida vive quem se hospeda no Salinas do Maragogi, apesar da qualidade do serviço “all inclusive” ser uma referência nacional. O hotel tem outras amenidades, como academia, SPA, sala de jogos, de TV. Quadras de tênis, de futebol, vôlei de grama e de praia, tirolesa sobre o rio, arvorismo, caminhadas. Crianças são pajeadas por monitoras que passam o dia divertindo os petizes e deixando seus responsáveis tranquilos desfrutando do resort. Passei longe disso tudo, não tenho como aquilatar.

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Todo dia à noite tem algum show regional com música no Centro Cultural a partir de 20:30. Só fomos um dia, para ver uma quadrilha típica. É interessante mas não dá para repetir, a menos que você seja daqueles que gostam de participar ativamente. Lá dentro também tem um pequeno bar, com drinks, whiskies, cervejas, refrigerantes, sucos, etc etc… À vontade, ufa!

Há atividades náuticas como stand-up paddle, caiaque, banana-boat, barco a motor, passeios de catamarã às piscinas naturais em mar aberto, mergulho junto aos arrecifes que são a marca registrada de toda aquela região. Essas atividades são pagas à parte, mas nem é caro.

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Na praia tem gente – que não está vinculada ao resort – oferecendo passeio de asa delta motorizada, buggies com motorista p/ 4 e minibuggies de 2 lugares que até criança dirige (com adulto do lado). A inevitável feirinha de artesanato é um atrativo para os turistas, como sempre.

collage19A atração maior da orla, como não podia deixar de ser, é o espetáculo das marés. Quando alta, chega bem perto das cadeiras e barracas do hotel mas, quando baixa, é uma imensidão de piscinas naturais e bancos de areia, limitados pelos arrecifes.

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Pode-se andar centenas de metros mar a dentro com água pelos joelhos.

Maré vazando

É só cuidar da hora em que voltará a encher, para não ter de retornar nadando…

Maré enchente 2

Se houve uma parte negativa, que nem desmerece o todo, foi a quantidade de mariscos e algas que é jogada na orla, principalmente na maré baixa. Dá uma impressão de sujeira, mas é natureza. Moradores locais têm como atividade rotineira colher mariscos na maré baixa. As praias mais ao norte, longe da foz do rio que corta o resort – que é a razão maior da presença maciça de algas – são mais limpas. Essas praias apresentam vantagem em relação à do Salinas, mas terão de ser muito boas para emparelhar com o excepcional serviço desse resort.

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Para terminar, devo declarar que a região é um verdadeiro estúdio fotográfico, oferecendo inúmeras oportunidades para cliques fantásticos, que não só darão prazer aos praticantes da arte durante a estada como também permitirão horas de lazer adicional em edição posterior das imagens.

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 * As fotos pertencem ao acervo pessoal de Carlos Frederico March, Mary Lucia March e Renata March.


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