15ago17 Reino Unido e Irlanda Viagens

Reino Unido e Irlanda em 15 dias

♥ GUEST POST ♥

Eu estava muito ansiosa por esse guest! Reino Unido e Irlanda certamente estão na minha lista de destinos que quero conhecer antes dos 40 (tenho 10 anos pela frente mentchera eita, corrida contra o tempo! heheh).

Neste post, Rodrigo March volta aqui no blog trazendo dicas excelentes para quem quer se aventurar por esses lindos lados (já ouço o som da gaita… 🙂 ).

Eilean Donan Castle.

Planejar uma viagem dá trabalho. Principalmente para perfeccionistas como eu em um mundo cada vez mais repleto de informações. É possível antes de fechar uma hospedagem visualizar sua fachada, ler os comentários de visitantes, saber qual o melhor meio para de lá conhecer um ponto turístico etc etc etc. Por isso, achei importante compartilhar a experiência e o que levei em conta na hora de pensar a minha mais recente viagem, para o Reino Unido e a Irlanda.

Primeiro, mais do que nunca, como em qualquer viagem, é fundamental, antes de tudo, saber quanto ela vai custar e se vai caber no bolso. Afinal, estamos falando em libras e euros. Quanto você vai conseguir poupar por mês até o dia do embarque? É suficiente? Eu não faço dívidas. Então, conto, no máximo, com o salário do mês seguinte ao meu retorno. Pesquiso a média de diárias de hotéis onde pretendo ficar, valores de deslocamentos internos, gastos diários com alimentação, entradas de atrações, enfim, nada pode ficar de fora. E seja conservador nas estimativas, para não levar um susto depois.

Bem, fiz as contas e, mais uma vez com disciplina financeira, a viagem caberia no orçamento. Comprei as passagens aéreas com nove meses de antecedência após boa pesquisa de preços e conversa com um amigo que iria um pouco antes para Londres.

O roteiro inicial seria: Londres, Liverpool, York (uma cidade medieval onde outro amigo vai morar), Alnwick (por causa do castelo do Harry Potter e do meu enteado João Guilherme), Edimburgo, Inverness (principal cidade das terras altas da Escócia) e Dublin.

Vista do Castelo de Edimburgo da rua principal da cidade.

Pela agitação musical, programei de chegar tanto em Liverpool quanto em Dublin em fins de semana. Acabei eliminando Alnwick porque decidi fazer os deslocamentos entre as cidades de trem, em vez de alugar um carro a partir de Liverpool. Primeiro, porque percebi que em Edimburgo as hospedagens com estacionamento eram mais afastadas da área turística. Além disso, o carro ficaria parado na garagem dois dias (= $$$). E fiquei também ressabiado de dirigir do lado direito…

Foi uma boa escolha optar pelo trem. Mas cabe um alerta: ao contrário das aéreas, aqui a passagem vai ficando mais barata conforme a proximidade da viagem. Digo na companhia https://www.virgintrains.co.uk/. Já o trecho Inverness-Dublin foi feito de avião, com uma lowcost da região: http://www.flybe.com/. A minha passagem dava direito a despachar até 20 quilos; logo, não tive problema com custos extras.

No início do planejamento, quando já tinha comprado as aéreas (Rio/Londres e Dublin/Londres/Rio), surgiu a oportunidade de assistir, em Dublin, a uma banda de que gosto muito, o Radiohead, no último dia de viagem. Calculei quando abririam as vendas no Brasil com o fuso horário, acordei cedo e consegui as entradas que se esgotaram rapidamente. Quem gosta de eventos, no entanto, deve primeiro pesquisá-los antes de comprar as aéreas, para planejar o roteiro em função deles. Não era o meu objetivo dessa vez. Dei sorte, na verdade!

Londres – 4 noites

reino unido

Big Ben.

Finalmente, começando por Londres. Onde ficar? Em todos os lugares, quis ficar próximo das estações de trem, para facilitar a chegada e a saída, de preferência em distâncias que pudessem ser percorridas a pé. Escolhi o agradável bairro de Covent Garden, pois tinha linha direta de metrô do aeroporto (a Piccadilly line), uma hora sem baldeações, e outra linha direta também para a estação de trem onde partiria para Liverpool (a Euston station). Fora a localização central para as atrações. A essa altura, já havia pesquisado os pontos que queria visitar e quantos dias seriam necessários. Covent Garden é um bairro mais caro para se hospedar. Por este motivo, pela primeira vez, acabei optando por um Airbnb, priorizando a logística.

Sobre o metrô: já no aeroporto você compra o tal do Oyster Card, o bilhete único deles, por 5 libras, e o carrega com quanto vai precisar. Quando deixar a cidade, insira o cartão na máquina, na estação, e receba a devolução do valor do cartão e dos créditos remanescentes. Como no Brasil… Este link explica como calcular o gasto: https://www.londresparaprincipiantes.com/guia-dos-transportes-para-2017/comment-page-2/#comment-114118. Na dúvida, a anfitriã do blog, muito bom, aliás, responde rapidamente.

Em Londres, vi: Palácio de Buckingham (ver calendário da troca da guarda em http://www.householddivision.org.uk/changing-the-guard-calendar), Abadia de Westminster, Palácio de Westminster e o seu Big Ben, London Eye, Tower Bridge, London Tower, Catedral de St Paul´s, British Museum, Abbey Road, Camden Market e Notting Hill. As igrejas têm entrada gratuita em horários de missas e corais. Ver: http://westminster-abbey.org/worship/general-service-times e https://www.stpauls.co.uk/visits/visits/sightseeing-times-prices.

Dispensamos a volta na London Eye, por ser cara, demorada e porque teríamos vista do alto da Tower Bridge e do terraço de um shopping ao lado da Catedral de St Paul´s.

Vou cometer uma heresia: Abbey Road continua sendo programa de índio para mim. Uma faixa de pedestres com vários turistas disputando a mesma foto enquanto carros passam sem trégua nos dois sentidos da via. Haja paciência para fazer a imagem clássica!

Uma colega que mora na cidade nos levou a este excelente bar de blues com música ao vivo: http://www.aintnothinbut.co.uk/.

reino unido

Bar de Blues.

Ao lado da London Tower, descobrimos um restaurante japonês de pratos quentes que repetimos ao longo da viagem: https://www.wagamama.com/. Excelente comida a preço razoável. Experimente o guioza de pato!

Fomos ainda no restaurante italiano do Jamie Oliver: https://www.jamieoliver.com/italian/. Bom, mas certifique-se de que o prato não leva pimenta!

Falando em comida, para quem gosta de feririnhas, não deixe de visitar Camden Market e Notting Hill, onde comi um baita de um cachorro-quente daqueles que a salsicha estala na boca…rs

Liverpool – 2 noites

reino unido

Liverpool.

Já a caminho do Cavern Club, ou melhor, de Liverpool (rs), percebi no trem qual seria o clima na cidade. No nosso vagão, meninas animadas bebiam espumante para comemorar a despedida de solteira de uma delas.

Fizemos um passeio de barca no Rio Mersey, mas, sinceramente, é bem sem graça. À noite, fomos, finalmente, ao Cavern assistir a um cover dos Beatles que se apresenta aos sábados. Compramos antecipadamente no site. É legal, mas a banda é muito engessada, feita para turistas. Prefiro as que não se preocupam em imitá-los ao extremo.

Bom mesmo são os shows no palco anterior, o Front Stage, aquele tradicional, onde os Beatles tocavam. Ali, as bandas mandam de tudo, não apenas as músicas do quarteto. Voltamos no dia seguinte, pois o tíquete do Magical Mistery Tour dá direito a acessar o Cavern na mesma data do passeio, exceto o Lounge, onde assistimos ao cover. Confira a programação: https://www.cavernclub.org/whats-on/.

Pausa no show do Cavern.

O Magical Mistery Tour é um passeio de ônibus que vai até as casas onde John, Paul, George e Ringo moraram na infância, além de Penny Lane e Strawberry Fields. Vale a pena, porque você acaba conhecendo outra parte da cidade. Compramos na véspera.

Liverpool rivaliza com Dublin em animação, ao menos no fim de semana e em junho, que foi o mês que fomos, com clima bom.

O https://www.eurohostels.co.uk/liverpool/ foi um bom custo-benefício para quem deseja ficar pertinho do Cavern. Um casal pode fechar um quarto para quatro pessoas e ter mais espaço e privacidade.

York – 1 noite

Vista de York.

Inseri York no roteiro por sugestão do amigo que vai morar lá a estudo, e que gosta muito de história. Cidade simpática, mas já conheci cidades com traços mais medievais na Europa, como Óbidos (Portugal) e Rothenburg ob der Tauber (Alemanha).

Como estou escrevendo para o “Apaixonados por Hotéis”, achei que este valia bastante indicar: https://www.middletonsyork.co.uk/gallery. É que nos outros lugares fiquei em apartamentos ou albergues.

Hotel de York.

A cidadezinha se resume a Clifford’s Tower (de onde se tem bela vista), The Golden Fleece (o pub mais antigo), The Shambles (a ruazinha mais característica) e York Minster (talvez a igreja mais bonita da viagem, que remonta aos romanos). Ah, tem um centro de cultura viking também, chamado Jorvik Viking Centre.

Edimburgo – 2 noites

Palácio de Holyrood.

Sem sombra de dúvida, a cidade mais bonita do roteiro, mas dois dias bastam. Inicialmente, havia planejado três.

Os pontos imperdíveis são: o Castelo de Edimburgo, o Calton Hill (de onde se tem vista da cidade, oposta à do castelo) e o Palácio real de Holyrood (com audio guide em português).

Mesmo para quem não bebe, a Scotch Whisky Experience merece também uma visita: https://www.scotchwhiskyexperience.co.uk/international/pt-br. Fica pouco antes da entrada do castelo. Lá, você faz um tour em português em um carrinho no qual, ao longo do percurso, um personagem mostra como um uísque é produzido. Em seguida, desce e assiste a um filme sobre as cinco regiões produtoras de puro malte, de posse de uma cartela onde é possível sentir os aromas de cada um. As paisagens do filme me anteciparam que as terras altas da Escócia valiam mais um dia de viagem… Na sala seguinte, aprende-se o que é um blend e escolhe-se, finalmente, qual degustar entre os cinco puros maltes e o blend. O copinho de vidro é brinde. O passeio termina na maior coleção mundial da bebida, que pertencia a um brasileiro.

Whisky Experience.

Em Edimburgo, fomos a um restaurante chinês excelente. The Golden Dragon existe desde 1964. Fica na Castle Street: http://www.thegoldendragonrestaurant.co.uk/.

Inverness – 2 noites

Inverness é a principal cidade das terras altas da Escócia, as highlands. Mesmo para quem optar pelo carro, é bom tê-la como base de hospedagem e fazer passeios de um dia pela região a partir dela.  

Inverness.

Nós ficamos no Black Isle Bar and Rooms: http://www.blackislebrewery.com/barandrooms/. Bar porque, de fato, é um bar que produz as próprias cervejas que saem de 20 torneiras, além das pizzas feitas com produtos orgânicos. Foi por causa das cervas que escolhi ficar ali. Excelentes, assim como as pizzas.

Os quartos ficam no segundo andar, onde funciona também uma espécie de biergarten. Mas, acreditem, o isolamento acústico é bom.

Em termos turísticos, Inverness se resume a um castelo que não pode ser visitado…rs Demos um rolé nas margens do rio, à noite jantamos em um italiano e, no dia seguinte cedo, embarcamos na van para o passeio de dia inteiro pela região da ilha de Skye, do Eilean Donan Castle e do Lago Ness. Depois de muita pesquisa, escolhi a agência indicada pelo albergue/bar: https://www.rabbies.com/en/scotland-tours/from-inverness/1-3-day-tours/skye-eilean-donan-castle-day-tour.

O guia/motorista era uma figuraça. Usava o tradicional kilt e contou histórias no caminho. As paisagens são deslumbrantes. Certamente, cabia explorar as terras altas em mais um dia de viagem. Mas aí eu não chegaria em Dublin no sábado da agitação!

Dublin – 4 noites

Temple Bar.

Dublin é uma festa. Ao longo da área da Temple Bar, cada pub tem música ao vivo, all day long. É entrar, ver se a música agrada e pedir uma pint de uma boa Ale. Mas não tem músico ruim, nem mesmo na rua, entre os que tocam para ganhar umas moedinhas. Só fera!

O pub de que mais gostamos, por coincidência, também produz as próprias cervejas e, diferentemente da maioria, tem shows com bateria no segundo andar. Assistimos a duas bandas de rock em dias diferentes. The Porterhouse foi dica de um amigo que morou lá dois anos: http://www.theporterhouse.ie/bars-dublin-temple.php.

As principais atrações da cidade são: o Castelo de Dublin, a Catedral de Saint Patrick, o Trinity College e a Guinness Storehouse. Fomos ainda dar um relax no Stephen Green Park e comer/beber no The Church Pub, uma igreja transformada em pub, com bar e restaurante mais sofisticado: http://www.thechurch.ie/.

A fábrica da Guinness fica a uns 20 minutos da Temple Bar a pé. Comprando pela internet, sai bem mais barato nos horários até as 10h e após as 17h. Levamos umas três horas na visitação. O audio guide em português custa um euro. No fim do tour, você aprende a tirar a própria Guinness e pode degustá-la no bar panorâmico. Pena que o copo não é brinde…

Guiness.

Fechamos a viagem com o esperado show do Radiohead na 3Arena. Showzaço!


* Todas as fotos pertencem ao acervo pessoal de Rodrigo March.

Veja também o primeiro post do Rodrigo no Apaixonados Por Hotéis:

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11 comentários

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11 Comentários

  • Izis ( tininha)
    17 ago 2017

    Viajando junto!!!!!!

    • Flávia March
      17 ago 2017

      😊

  • Paulo March (pai)
    16 ago 2017

    Well, primeiro aprendemos que Irlanda não é Reino Unido, ok ? rsrsrs

    Segundo, para quem não conhece, naquela foto sobre o CAVERN aparece Breno, irmão do Rodrigo, que mora na Antuérpia, e foi lá se encontrar com eles nessa fantástica viagem.

    E terceiro, like me, filhos e sobrinhas extremamente detalhistas, muita informação e dicas super legais para quem vai se aventurar ao local. Essa é uma viagem tipo pendência para mim, quero fazê-la, não sei se com o mesmo roteiro, mas pretendo fazer. Adoraria conhecer a região, e os locais que inspiraram muito o Led Zeppelin a compor sua músicas a partir do 2º disco. Inspiration is what you need !!

    O post foi muito legal, Rodrigo, muita riqueza de informação. Parabéns !!

    • Flávia March
      16 ago 2017

      Hehe corrija-me se eu estiver errada, mas acho que o que confunde é o fato de apenas a Irlanda do Norte fazer parte do Reino Unido. Não é isso, produção?
      Eu tb adorei a riqueza de informação do post. A foto com o Breno ficou demais, ver os irmãos reunidos foi show! 😉
      A minha maior vontade certamente é de conhecer a Escócia, quero passear pela Old Town e ouvir gaita de fole. Inglaterra já fui e nossa… Outro mundo. 💙
      Beijos!

    • Rodrigo March
      16 ago 2017

      🙂

  • Renata March
    15 ago 2017

    Fiquei com mais vontade ainda de conhecer esse lugares… adorei o post, as fotos e as dicas! 🙂

    PS: Na foto do bar de blues em Londres levei um susto, achei que o cantor era o Liam (Gallagher)… hahahaha

    • Flávia March
      15 ago 2017

      Esse é seu destino dos sonhos, né? Do Felipe tb.
      Agora, que viagem foi essa de Liam Gallagher?! Já pensou?! 😲🤣

    • Rodrigo March
      16 ago 2017

      kkkkk

  • Erica
    15 ago 2017

    Ainnn bem informativo o post ❤️
    Mas creio que a Europa vai demorar agora pra gente ir. Na verdade nosso coração só pulsa mesmo pela Espanha e por Portugal por lá acredita? Nossa meta e fazer todo o Caribe primeiro hahahahahaha

    • Flávia March
      15 ago 2017

      Ficou demais o post, né? ❤️
      Meu coração pulsa apenas por: Reino Unido, Irlanda, Holanda, Bélgica, República Tcheca, Hungria, Áustria, Alemanha, Suíça, França…. Kkkkk Básico. Temos Tempo…
      Todo o Caribe é a sua cara! 😍

      • Rodrigo March
        16 ago 2017

        europa oriental está na minha lista, assim como a califórnia