Hotel Ritta Höppner – Gramado

♥ GUEST POST ♥

No início desse ano, ao receber uma foto linda do hotel Ritta Höppner durante uma viagem dos meus pais a Gramado (lugar que amo e vou sempre que posso), me veio a ideia de convidar o meu pai para fazer um guest post aqui no blog!

Pensei na hora: “Ninguém melhor do que uma pessoa que já foi tantas vezes a esse hotel para falar dele com propriedade, certo?”. E ele topou! 😀

Então, passo a palavra agora para Carlos Frederico March! É com você!


A CIDADE DE GRAMADO

DSC05013b Lago Negro 2012
Lago Negro.

Em janeiro deste ano, fomos pela 18ª vez a Gramado-RS. Morássemos em Porto Alegre, nem seria nada demais, é hábito do gaúcho subir a serra em feriados e até em meros fins de semana. Contudo moramos em Niterói-RJ e então podemos dizer que é um feito no mínimo curioso, com tantas escolhas – considerando apenas turismo doméstico.

Com certeza pode deduzir que não é apenas pelas atrações, digamos, convencionais da cidade de Gramado e redondezas, pois que a essa altura já conhecemos quase tudo de cor e salteado. O que poderíamos conhecer a mais não é por falta de oportunidade.

Afinal, então, por que essa fixação?

A razão maior é receber o que chamamos de banho periódico de civilidade. Estar em Gramado é poder vir a pé de um restaurante à meia-noite, ouvindo apenas nossos passos em ruas desertas e saber que não seremos assaltados. É poder portar uma câmera fotográfica de tamanho razoável a tiracolo pelo centro da cidade e saber que não vão arrancá-la à força de nosso pescoço.

Lago Negro Rua Coberta Alemanha Encantada
Alemanha Encantada – Rua Coberta – Lago Negro.

É poder entrar em loja atrás de loja e mesmo sem nada comprar receber na saída um sorriso e uma saudação de “bom passeio”. Ou uma indicação de um estabelecimento concorrente onde poderemos encontrar o que precisamos. É passear ao sol mesmo no verão e não morrer de calor, podendo até rolar um casaquinho à noite.

Enfim, em Gramado a gente parece que está fora do Brasil. É uma afirmativa bem triste, reconheço. Sei que deve haver outras cidades onde também seremos igualmente bem tratados nesse imenso país, mas no nosso caso calhou de nos apaixonarmos pela serra gaúcha e é para lá que vamos, ultimamente numa base quase que anual.

20160116_133106b Igreja S. Pedro e tapete, de dia
Igreja S. Pedro no Natal Luz.
Quando ir a Gramado?

Em qualquer época do ano, exceção de algumas semanas depois do carnaval, quando várias lojas resolvem fechar para dar férias aos funcionários. O comércio da cidade, uma de suas atrações – para pessoas consumistas como nós – fica “capenga”.

No verão, temperatura amena, um tesouro para quem vem de lugares tórridos como o Rio de Janeiro. No outono, temos a beleza européia de folhas caindo, amareladas ou vermelhas, uma paisagem urbana belíssima. No inverno, temos o Festival de Cinema (2ª semana de agosto), ponto de encontro de artistas e gente bonita. E o principal evento do ano é o Natal Luz, hoje em dia do fim de outubro (com a cidade e arredores coalhados de hortênsias) a meados de janeiro.

Rua Coberta
Rua Coberta no Natal Luz.

Já estivemos nesta festa em final de novembro, em início de dezembro, em pleno Natal e até em Réveillon. Recomendamos como a melhor opção o início de dezembro, pois os eventos já estão estabilizados e a frequência de turistas é mediana. Quem quiser ir na semana de Natal, prepare-se…

Grande Desfile - Nativitaten - Natal Luz
Grande Desfile – Nativitaten – Igreja S. Pedro.

Apesar de pouco recomendado por já ser final de festa, neste ano em particular resolvemos pegar os 4 últimos dias de Natal Luz (14 a 17 de janeiro), emendando depois com uma semana de “fazer nada”, para nós o melhor programa em Gramado ultimamente! É que ficamos sabendo que estava sendo comemorada sua 30ª edição, com alterações (melhorias) significativas nos diversos eventos da programação usual.

DSC00928 Nativitaten orquestra percussão e coro
Nativitaten.

Podemos testemunhar que o alerta de fim de festa foi desnecessário, pois estava ótima! Mas deixemos o Natal Luz para outro post.

A HOSPEDAGEM

Hotel Ritta Hoppner
Hotel Ritta Höppner.

Mesmo tendo ido a Gramado por 18 vezes, poucos foram os hotéis que conhecemos. Das primeiras vezes foi o imenso Serra Azul, com seu magnífico café da manhã (para nós o melhor do país) e excepcional localização, mas conta com um tratamento impessoal.

Conhecemos um dos vários Laghetto, hoje em dia, a maior rede hoteleira da cidade. Foi num de seus endereços mais tradicionais, de frente para o Lago Joaquina Ritta Bier. É bom para quem vai com o objetivo de passear pela cidade e ter a garantia de um bom local para repouso.

Em determinado ano conseguimos uma hospedagem de 15 dias seguidos no Casa da Montanha, um dos mais belos hotéis da cidade. Já constou do Roteiro de Hotéis de Charme, hoje parece que apenas seu acampamento nas montanhas é que faz parte. Foi bom, oferece um tratamento correto, contudo impessoal.

E afinal em maio de 2009 hospedamo-nos pela primeira vez no Hotel Ritta Höppner, depois de uns dias no Serra Azul. Paixão à primeira estada!

DSC01422 Chalés 2014
Ritta Höppner – Setor de Chalés.

Conjugado ao Minimundo, um dos tradicionais pontos de visita turística de Gramado, foi fundado em 1958 pela família Höppner e hoje em dia é dividido em duas grandes alas: o setor antigo, constituído apenas de chalés (14), e o novo prédio inaugurado em 2007 do lado oposto da rua, o Residenz Hotel (15 apartamentos).

Ritta Hoppner
Ritta Höppner – Residenz.

Em nossa primeira experiência fizemos opção pelo setor antigo e ficamos no chalé Zangado, excelente unidade com quarto, sala, banheiro e varanda. Como todos os chalés, é finamente decorado por dentro e por fora com motivos alemães e cercado por exuberante jardim.

Dez dos quatorze chalés possuem o diferencial fantástico que é uma espaçosa piscina interna aquecida, um “must” no inverno. Apenas 2 deles (Atchim e Dunga) são mais simples: quarto, banheiro e varanda compartilhada.

collage1
Fachada do Chalé Zangado – Piscina interna aquecida do Chalé João.

Eu e minha esposa, que já moramos em Munique por 7 meses em 1977, sentimo-nos imediatamente transportados mentalmente à Alemanha! Diria que foi essa a primeira razão de nossa paixão pelo hotel e seus chalés.

D. Jussara Höppner, uma das proprietárias, tem um cuidado especial com detalhes. Delicados mimos e bibelôs trazidos de suas viagens à Europa são encontrados em todos os cantos do complexo, seja no setor chalés, seja no Residenz.

collage9

Olhando apenas a parte externa, nossa atenção é fixada no padrão de arquitetura e paisagismo. Na ala de chalés temos uma piscina não-aquecida com um lindo bar e uma minivila para crianças, ambos infelizmente temporariamente fora de uso.

Isso porque depois da inauguração do Residenz, toda a estrutura de alimentação ficou nele concentrada e esse barzinho fica longe. Contudo, o atendimento por garçons na piscina é garantido e rápido.

Mini Vila Ritta Hoppner

Se a minivila não é usada, é porque foi construída uma casinha inteira só para crianças no jardim do Ritta Höppner Residenz do outro lado da rua, a Kinderhaus! Totalmente mobiliada em tamanho mini, é uma festa constante para os petizes.

kinder haus

Já que falamos de Residenz, essa nova ala inaugurada em 2007 consta de um único prédio com 15 unidades hoteleiras, um excelente restaurante com 2 salões e um moderno bar, uma charmosa varanda e um romântico gazebo.

Ritta Hoppner

Ritta Hoppner

Em termos de unidades hoteleiras, no Residenz há apartamentos comuns (tarifa similar à dos chalés mais simples), alguns com 2 quartos e copa-cozinha americana, próprios para famílias maiores (tarifa similar aos chalés com piscina) e 2 suítes provençais, dotadas de hidromassagem para 2 pessoas no banheiro e uma romântica bay-window com mesinha e uma linda vista.

Invista numa delas em ocasiões especiais!

collage4
Suíte Provençal.

Nós, em particular, preferimos a hospedagem nos chalés com piscina aquecida, mas temos de admitir que ficar no Residenz tem seus aspectos de conforto. Por exemplo, num dia frio e chuvoso não precisamos ir agasalhados e debaixo de guarda-chuva para tomar o café da manhã ou o lanche da tarde do outro lado da rua!

collage2
Restaurante Höppner.

Ah, o lanche da tarde! Servido hoje em dia no Restaurante Höppner das 16:30 às 18:00, é um dos diferenciais que o hotel Ritta Höppner oferece, podendo ser usufruído por pessoas de fora, neste caso pagando à parte. Para os hóspedes, está incluído nas diárias.

Fica difícil jantar depois de um lanche desses, mas a gente faz uma força e se adapta aos horários!

collage4

A PREMIAÇÃO

O Ritta Höppner acaba de receber do Trip Advisor o prêmio de melhor hotel de pequeno porte do Brasil e da América do Sul em 2015, situando-se também entre os 25 melhores hotéis do mundo inteiro na categoria! Que responsabilidade!

Ritta Hoppner

Por que será?

De fato ele é bonito e primorosamente decorado, mas admitamos que só isso não garante premiação a um hotel. Diríamos, sendo bem críticos, que há hotéis tão ou mais belos que o Ritta Höppner, de repente até mesmo em Gramado.

O Modevie é um novíssimo e caro hotel butique, o Casa da Montanha também é imponente por fora e belo por dentro. O complexo do Hotel Serrano é fantástico, imenso.

Contudo onde o Ritta Höppner se destaca é no seu impecável atendimento! Administrado diretamente pela família Höppner, seus proprietários conseguiram formar e manter um quadro de pessoal de primeira linha.

Desde as camareiras, passando pelo pessoal de portaria e garçons, tratador de piscinas, todos fazem questão de nos paparicar nos mínimos detalhes. Você não se sente hospedado, se sente acolhido numa grande família!

collage13

Dentre as diversas manifestações de apreço, a que guardamos com o maior carinho foi quando da tragédia que se abateu sobre Nova Friburgo e arredores em 12/01/2011. Havíamos estado no Ritta Höppner, àquela altura, por apenas 3 vezes. Na nossa ficha cadastral constava como residência principal nosso endereço de Nova Friburgo, onde àquela época morávamos depois de minha aposentadoria.

Poucos dias depois do temporal, recebemos uma ligação do hotel especificamente para perguntar se estávamos bem, pois as notícias sobre a magnitude da tragédia haviam chegado em Gramado e queriam ter notícias nossas. Ficamos impressionados, jamais esqueceremos.

Em março de 2015, mês de nosso 38º aniversário de casamento, estávamos também no Ritta Höppner. Sem querer, no dia, deixamos escapar o motivo de nossa estada. Pronto! Aproveitaram uma saída nossa à tarde e se empenharam em fazer uma arrumação festiva especial em nosso chalé, o João. Puseram flores, espumante, música ambiente num rádio especialmente preparado com uma canção comemorativa, um charme! A cama tinha as toalhas montadas como coração e havia um mimo para nós, presente da administração.

A chefe das camareiras, Madalena, num momento de descontração depois de nossos efusivos agradecimentos, contou-nos todo o intenso e corrido ritual que realizaram para deixar tudo pronto antes que chegássemos da rua! Foi uma operação especial, envolvendo diversas pessoas! É muito gratificante ser atendido dessa maneira.

AMPLIANDO O COMPLEXO HÖPPNER

O casal proprietário, Heino e Jussara Höppner, está longe de permanecer deitado sobre louros e homenagens. O Minimundo, parte integrante do complexo familiar, não cessa de crescer.

DSC01004 Complexo Ritta Höppner
Complexo Ritta Höppner – Minimundo.

A cada ano, em cada visita, descobrimos novas miniaturas, todas desconcertantes pelo detalhamento, muitas com movimento. Algumas impressionam também pelo tamanho, como a do navio Cap. San Diego e a do Museu Paulista com seus extensos jardins!

mini mundo 2
Museu Paulista, Castelo de Neuschwanstein e lojinha do Minimundo.

No terreno contíguo ao do Hotel Ritta Höppner Residenz, no espaço que o separa da rua traseira, estão em construção um espaçoso Centro de Eventos e uma capela, a Igreja dos Anjos, sem orientação religiosa definida.

Ritta Hoppner
Igreja dos Anjos.

A Igreja, de uma singela beleza, já está praticamente pronta, e o Centro de Eventos deve ser inaugurado até o fim do ano. D. Jussara nos contou que era um sonho antigo dela, e que a obra foi viabilizada pelo fato do Hotel estar, gradativamente, sendo mais e mais solicitado para eventos, em particular casamentos, que acabam de uma maneira ou outra prejudicando o atendimento aos hóspedes, que são a prioridade.

Ritta Hoppner

Quem sabe a utilizaremos num futuro aniversário de casamento?

* Todas as fotos pertencem ao acervo pessoal do autor do post.


Você vai gostar também de:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*