Canadá, sim, por que não?

♥ GUEST POST ♥

Após conversar com meu primo Rodrigo March sobre sua bela viagem ao Canadá, resolvi convidá-lo a fazer um guest post aqui no blog.

Ele gentilmente aceitou a minha proposta e, como todo bom jornalista, fez este show de relato  que estou amando poder compartilhar com você!

Rodrigo, muito obrigada pelo post! É contigo! 😀


Canadá, sim, por que não?

Mississauga
Mississauga.

Sim, o Canadá vale uma visita. E digo isso por quê? Porque, sinceramente, o país nunca esteve nos meus planos até surgir a motivação de visitar um casal de amigos. Ela trabalha como médica em Ottawa. Ele, engenheiro, conseguiu uma transferência para acompanhá-la, mas vive em Mississauga, a cerca de meia hora de Toronto – e a uma distância Rio-SP da esposa (os dois se veem no fim de semana).

Decidi ir em maio, início da primavera, para aproveitar uma maratona no começo da viagem (quem quiser ler o relato da corrida dá um pulo lá no meu blog). À exceção do dia da prova, foram dias bonitos na maior parte do tempo.

Além de Toronto e Ottawa, eu e minha mulher visitamos Niagara on the Lake e Niagara Falls, todas na província de Ontário, e Montreal, na província francesa de Quebec. Chegamos cedo no dia 29 de abril e saímos do país na noite de 9 maio, de bom tamanho para o roteiro que planejamos com os amigos.

É um país seguro em termos de violência urbana, com ruas largas, bem planejadas (como a do vizinho americano) e pouca disparidade social. Mas não é barato se levar em conta que um dólar canadense vale três reais. Porém, dinheiro comprado, não converta. Divirta-se de acordo com o seu orçamento!

Toronto

De bike em Toronto Islands
De bike em Toronto Islands.

Toronto lembra Nova Iorque, com muitos imigrantes, principalmente indianos e asiáticos. Ficamos na vizinha Mississauga até 3 de maio, mais por causa da corrida no dia 1º. Não fosse isso, três dias são mais que suficientes. Fomos a CN Tower (terceira maior do mundo e cartão-postal); Royal Ontario Museum (parecido com o museu de história natural de NY e seus dinossauros); Toronto Islands (a poucos minutos de balsa, onde alugamos bikes por oito dólares canadenses a hora); Casa Loma (um palacete histórico no meio da cidade); The Distillery District (antiga área industrial de bebidas transformada em ponto turístico, com bares e restaurantes); e St. Lawrence Market (como o mercado municipal de SP).

Vista da CN Tower de Toronto Islands
Vista da CN Tower de Toronto Islands.
Vista de Toronto Islands da CN Tower
Vista de Toronto Islands da CN Tower.
Royal Ontario Museum
Royal Ontario Museum.
Casa Loma
Casa Loma.

Outras atrações que não fomos: Ripley’s Aquarium (aquário, no mesmo local da CN Tower), Air Canada Centre (casa do Toronto Raptors, que chegou às semifinais da NBA este ano, e do hóquei do Toronto Maple Leafs) e Rogers Centre (do baseball do Toronto Blue Jays). As duas arenas recebem eventos como shows.

Ottawa

Ottawa
Ottawa.

Em Ottawa, capital, rodamos mais a pé. Pretendíamos entrar no Parlamento, mas quando chegamos já haviam distribuído as senhas. Fizemos ainda um tour pela cidade e no rio dentro do ônibus-anfíbio, bem legal! Ah, e em maio, já começam a surgir, ao redor do lago, as primeiras flores do Festival de Tulipas. Antes de pegarmos a estrada de volta, encaramos um festival de food truck só de poutine, um prato típico que se resume a batatas fritas com queijo e molho madeira, podendo ainda ser servido com diferentes toppings de carnes diversas.

No Parlamento
No Parlamento.
Food truck de poutine
Food truck de poutine.

Por opção, não chegamos a ir no Canada War Museum, mas deve ser interessante a visita.

Montreal

De Ottawa, seguimos a duas horas para Montreal, onde conhecemos a parte antiga da cidade (Old Montreal). Passeio de um dia, bate e volta.

Old Montreal
Old Montreal.

Niagara on the Lake / Niagara Falls

De volta para Mississauga, o último fim de semana foi dedicado a Niagara on the Lake e Niagara Falls, a duas horas de estrada. As cidades ficam 20 minutos uma da outra. No sábado à tarde, fizemos um passeio de bike pelas vinícolas de Niagara on the Lake, onde é produzido o tradicional Ice Wine, vinho de sobremesa feito com uvas colhidas no inverno rigoroso. Pode acompanhar também um bom brie.

De bike pelas vinícolas2Niagara Falls dispensa apresentação, né? Dizem que as cataratas de Foz do Iguaçu são maiores e mais bonitas. Como não conheço, gostei bastante do passeio de barco que chega bem perto das quedas d’água. Mesmo com capa, você sai todo ensopado. Há passeios saindo dos dois lados, porque na outra margem ficam os EUA. De lá, seguimos para a roda gigante antes de almoçar.

Niagara Falls
Niagara Falls.

Bares e restaurantes

Falando em almoço… Talvez o que eu mais goste nas viagens é experimentar a gastronomia local. Dessa vez, não saí com um restaurante imprescindível em vista. Aliás, somente um: o Red Lobster, de frutos do mar, que conheci nos EUA.

Ficamos, então, a cargo das indicações do casal de amigos que nos hospedava e do Yelp, uma rede de avaliações como TripAdvisor que não deu uma dica furada. No Canadá, paga-se na conta uma taxa de 13%. Além disso, a gorjeta de praxe é 15%. Um casal gasta, em média, 80 dólares canadenses por refeição, sem bebida alcoólica. Abaixo, alguns estabelecimentos que valem a viagem.

Toronto

Jack Astor’s: bom hambúrguer e carnes;

Bierk Markt: cervejas locais, importadas e petiscos;

Mill Street Brewery: cervejas locais, importadas e petiscos (dentro do Distillery District);

Mill Street Brewery
Mill Street Brewery.

Scaddabush: italiano, bom também para um happy hour;

Massa no Scaddabush
Massa no Scaddabush.

Niagara Falls

Koutouki: grego;

Cordeiro no Koutouki
Cordeiro no Koutouki.

Niagara on the Lake

Bistro Six-One: variado (sopas, pizzas, sanduíches, massas e carnes);

Porco no Bistro Six-One
Porco no Bistro Six-One.

Ottawa

Pub Italia: cervejas locais, importadas e petiscos;

Pub Italia
Pub Italia.

Montreal

Jardin Nelson: variado, com música ao vivo (pizzas, sanduíches, massas, crepes, saladas e carnes);

Pato no Jardin Nelson
Pato no Jardin Nelson.

Transporte

Sabe aqueles lugares em que você vai para o ponto e o ônibus passa às 13h38min como o informado? Pois é. No Canadá também é assim. Chato, né? Transporte farto de metrô, trem, bonde, ônibus, ciclovias… Aqui, você pode planejar suas viagens em Toronto. Para trajetos intermunicipais, acesse. O bilhete único deles (Presto) já está praticamente integrado. Para quem estiver de carro, um aviso: os estacionamentos são caros: em média, 15 dólares canadenses. Abastecer já não custa tanto comparado ao Brasil: com cerca de 30 dólares canadenses dá para encher o tanque de um carro básico.

Passagem

Toronto tem voos diretos pela Air Canada. Mas a companhia não vende pelo site. 🙁 Conseguimos, na época, um bom preço: 400 dólares americanos.

Visto

Por causa da crise brasileira, muito provavelmente, o Canadá adiou a flexibilização de visto para brasileiros prevista para março.

BOA VIAGEM!!!


Todas as fotos pertencem ao acervo pessoal do autor do post.



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